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Release — Núcleo lança primeiro Policy Brief sobre Sandboxes Regulatórios em IA Educacional

Núcleo lança Policy Brief sobre Sandboxes Regulatórios em IA Educacional

São Paulo, 8 de junho de 2026 — O Núcleo — Centro de Documentação e Inteligência Coletiva publicou hoje seu segundo Policy Brief, desta vez focado em sandboxes regulatórios como instrumento para acelerar a adoção responsável de inteligência artificial na educação brasileira.

Destaques do documento

O brief analisa as experiências do Reino Unido (Ofqual AI Sandbox) e de Singapura (EdTech Sandbox), extraindo recomendações que podem ser incorporadas ao PL 2338/2023, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

Principais recomendações: - Criação da figura do Sandbox Regulatório Educacional (SRE) por emenda ao PL 2338/2023 - Portaria interministerial MEC-MCTI definindo critérios de elegibilidade - Primeiro edital para até 10 projetos-piloto em redes municipais de ensino

"A IA na educação não pode ser tratada com a lógica binária de 'liberar tudo' ou 'proibir tudo'. O sandbox regulatório oferece o caminho do meio: testar com supervisão, aprender com evidência e escalar com segurança", afirma Felipe Gomes, coordenador do Núcleo.

Sobre o Núcleo

O Núcleo é um centro independente de documentação e inteligência coletiva dedicado a mapear, analisar e articular o ecossistema de IA de fronteira na educação brasileira. Mantido por um consórcio multissetorial, o Núcleo publica policy briefs, relatórios, guias práticos e mantém uma base aberta de artefatos curados.

Contato para imprensa

Coordenadores dos grupos de discussão estão disponíveis para entrevistas. Consulte a página inicial do Núcleo para contatos específicos de cada grupo temático.


Núcleo — Centro de Documentação e Inteligência Coletiva IA de Fronteira na Educação

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Infográfico — Mapa de Stakeholders da IA Educacional no Brasil

Mapa de Stakeholders da IA Educacional no Brasil

Formato: Infográfico interativo | Data: Junho/2026


Visão Geral

O ecossistema de IA na educação brasileira envolve atores de 5 setores com interesses, capacidades e riscos distintos. Este mapa identifica quem são, o que querem e como engajar cada grupo.

Setor 1 — Governo e Reguladores

Ator Interesse principal Poder de decisão Como engajar
MEC Política nacional de tecnologia educacional Alto — define diretrizes curriculares e compras Apresentar evidência de impacto, oferecer pilotos
ANPD Proteção de dados de estudantes Alto — pode multar e embargar sistemas Consultoria proativa, AIA antecipada
MCTI Fomento à P&D em IA Médio — financia pesquisa e inovação Editais conjuntos, consórcios
CONSED Coordenação entre secretarias estaduais Médio-alto — decide adoção em redes estaduais Cases de sucesso, workshops regionais
UNDIME Representação de secretarias municipais Médio — decide adoção em redes municipais Materiais simplificados, suporte técnico

Setor 2 — Academia e Pesquisa

Ator Interesse principal Poder de decisão Como engajar
Universidades públicas Pesquisa, formação de professores Médio — formam opinião e profissionais Parcerias de pesquisa, laboratórios conjuntos
SBPC Divulgação científica Baixo-médio — advocacy Artigos, painéis em reuniões anuais
ANPEd Pesquisa educacional Médio — influencia políticas públicas Grupos de trabalho, publicações conjuntas
Cátedras UNESCO Cooperação internacional Baixo — referência técnica Tradução de diretrizes, eventos

Setor 3 — Setor Privado e EdTechs

Ator Interesse principal Poder de decisão Como engajar
EdTechs Mercado, escala, valuation Implementação — constroem os sistemas Sandbox regulatório, certificação
Big Techs Infraestrutura (cloud, modelos) Alto — controlam a infraestrutura base Parcerias com contrapartidas de pesquisa
Associações setoriais Advocacy empresarial Médio — lobby e representação Códigos de conduta, autorregulação
Fundações corporativas Impacto social, reputação Médio — financiam iniciativas Patrocínio de pesquisa independente

Setor 4 — Educadores e Escolas

Ator Interesse principal Poder de decisão Como engajar
Professores Ferramentas que funcionem na prática Implementação — adotam ou boicotam Formação, envolvimento no design
Gestores escolares Eficiência, resultados, compliance Médio — decidem adoção na escola Evidência de economia de tempo, suporte
Sindicatos Proteção trabalhista Médio-alto — podem barrar adoção Garantias de que IA complementa, não substitui
Estudantes Qualidade do aprendizado Baixo — pouco poder formal Conselhos consultivos, feedback sistemático
Famílias Transparência, proteção de dados Baixo-médio — pressão social Comunicação clara, canais de dúvidas

Setor 5 — Sociedade Civil e Mídia

Ator Interesse principal Poder de decisão Como engajar
ONGs de educação Equidade, acesso Médio — advocacy e pressão Transparência, dados abertos
Imprensa Notícia, investigação Alto — forma opinião pública Press kits, porta-vozes, dados embargados
Organismos internacionais Cooperação, standards Baixo-alto — influência normativa Alinhamento a diretrizes (UNESCO, OCDE)

Como usar este mapa

  1. Para cada iniciativa, identifique quais stakeholders são afetados
  2. Priorize os de alto poder de decisão e alto impacto na implementação
  3. Desenhe estratégias de engajamento específicas (não existe "one size fits all")
  4. Monitore mudanças de posição e poder ao longo do tempo

Disponível para reprodução com atribuição: Núcleo — Centro de Documentação e Inteligência Coletiva (CC BY-SA 4.0)

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Press Kit — Lançamento do Observatório Brasileiro de IA na Educação

PRESS KIT — OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE IA NA EDUCAÇÃO (OBIAE)

[RELEASE — PARA PUBLICAÇÃO IMEDIATA]

São Paulo, 15 de junho de 2026 — Um consórcio formado por universidades, organizações da sociedade civil e empresas de tecnologia anuncia a criação do Observatório Brasileiro de IA na Educação (OBIAE), primeira iniciativa nacional de monitoramento sistemático do impacto da inteligência artificial no setor educacional.

O OBIAE nasce com a missão de produzir evidências independentes para informar políticas públicas, orientar investimentos e proteger direitos de estudantes e educadores no contexto da crescente adoção de IA nas escolas brasileiras.

"O Brasil está num ponto de inflexão: ou construímos uma governança de IA educacional baseada em evidências, ou repetiremos os erros de outros países que adotaram tecnologia sem monitoramento", afirma Felipe Gomes, coordenador do Núcleo e um dos idealizadores do OBIAE.

DADOS QUE SUSTENTAM A INICIATIVA: - 70% das redes estaduais de educação já utilizam pelo menos uma ferramenta baseada em IA (Cetic.br, 2025) - Menos de 5% dessas redes realizaram avaliação de impacto algorítmico (AIA) - O investimento em edtechs com IA cresceu 340% no Brasil entre 2023 e 2025 (ABStartups)

GOVERNANÇA: O OBIAE será governado por um Conselho Diretor com 9 membros representando academia, governo, setor privado e sociedade civil, com mandato de 3 anos. Um Comitê Técnico-Científico independente fará a revisão por pares de todos os relatórios.

ORÇAMENTO E CRONOGRAMA: - Orçamento anual estimado: R$ 2,5 milhões - Fonte de recursos: BNDES, FINEP, fundações e contribuições do setor privado - Lançamento público previsto para março de 2027

CONTATOS PARA IMPRENSA: Felipe Gomes — Coordenador do Núcleo [email] [telefone]

[FACT SHEET] O que é: Observatório independente de monitoramento do impacto da IA na educação Quem participa: Consórcio multi-institucional (universidades, ONGs, empresas) O que mede: 20 indicadores em 4 dimensões (adoção, equidade, impacto, governança) Periodicidade: Relatórios trimestrais, análise anual completa Site: [a ser lançado]

[PERGUNTAS FREQUENTES] P: O OBIAE é um órgão governamental? R: Não. É uma iniciativa da sociedade civil com participação do governo no conselho.

P: Como as escolas podem participar? R: Escolas podem se voluntariar para o programa piloto a partir de setembro/2026.

P: Os dados das escolas serão públicos? R: Apenas dados agregados e anonimizados. Nenhuma informação individual de escola, professor ou estudante será publicada.

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Post LinkedIn — Os 3 riscos de regular IA na educação sem ouvir professores e estudantes

Os 3 riscos de regular IA na educação sem ouvir professores e estudantes 🧵

Tenho participado ativamente das discussões sobre o PL 2338/2023 (marco legal da IA) e percebo um padrão preocupante: as audiências públicas têm representantes de big techs, associações empresariais, academia e governo — mas quase zero de professores da rede pública e estudantes.

Isso não é só um problema de representatividade. É um problema de eficácia regulatória. Aqui estão os 3 riscos:

1️⃣ Risco de captura regulatória Quando só o setor privado está na mesa, a regulação tende a proteger modelos de negócio, não direitos. O lobby é profissional, bem-financiado e permanente. Sem contrapeso, o PL vira uma colcha de retalhos de interesses comerciais.

2️⃣ Risco de regulação inaplicável Quem está na sala não sabe o que acontece numa escola pública com 40 alunos por turma, internet de 10 Mbps e zero suporte técnico. A regulação precisa ser testada contra a realidade, não contra o white paper da edtech.

3️⃣ Risco de rejeição pelos implementadores Se professores não forem ouvidos no desenho da regulação, eles serão os primeiros a ignorá-la na implementação. Já vimos isso com a BNCC e com a reforma do ensino médio.

O que fazer? No Núcleo (nosso centro de inteligência coletiva sobre IA na educação), estamos mapeando 87 stakeholders do ecossistema. Nosso próximo passo é um workshop para dar voz a quem está sub-representado.

Se você atua na interseção IA + educação, me chama. Vamos articular.

IA #Educação #Regulação #PL2338 #PolíticasPúblicas

📬 Contato para Imprensa

Para entrevistas, informações adicionais ou acesso antecipado a relatórios, entre em contato com a coordenação do Núcleo.

Os contatos específicos de cada grupo estão disponíveis na página inicial.